Licença Creative Commons O trabalho Reflexões Refletidas de Fabrício Olmo Aride foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada.

quinta-feira, 19 de julho de 2001

Entre 4 paredes

Fomos
Estamos
Somos
Questionamos

Entre 4 paredes

Sonhamos
Refletimos
Nos amamos
Dormimos

Entre 4 paredes

Estudamos
Trabalhamos
Nos escondemos
Envelhecemos

Entre 4 paredes

Assistimos à TV
Negócios são fechados
Querem nos ver
Seremos enterrados

Entre 4 paredes

Conversamos com quem não conhecemos
Discutimos com quem convivemos
Desatamos os nós
Nos sentimos sós

Entre 4 paredes

quinta-feira, 12 de julho de 2001

Jogo da Vida

Tantas vezes pensei
Que a solução era fugir
Tantas vezes pensei
Que não iria conseguir

Mas fiquei
Saí do mundo de ilusão
Hoje eu sei
Não adianta ter só coração

Ninguém violará as leis da minha mente
Pois sou dono de mim
Não me julgue, julgue o quanto você mente
Também farei isso, a vida é assim

A verdade dói quando é falada
Pois o errado é sempre o outro
E sempre vem na hora errada
Pois o ego vale ouro

terça-feira, 12 de dezembro de 2000

(...) ar

Eclipse solar
Movimento das águas do mar
A montanha escalar
No abismo desabar

Primavera em todo lugar
Deixar o vento levar
O fogo queimar
O fogo abrigar

A água refrescar
A água afogar
Falta de ar
Troca de ar

Para o céu decolar
No inferno aterrisar
O escurecer e o clarear
O ser e o estar

sábado, 18 de julho de 1998

Onde Estou

Estou em uma senzala
Faz de mim o que quer
Vivo só para você
Não consigo me libertar

Escravo seu
Escravo de mim
Recíproca escravidão

Estou preso
Na mesma cela que você
Me entreguei
Sem saber que havia cometido um crime

Preso com você
Preso por você
Livre sem você?

Estou em um labirinto de espelhos
Vejo sua imagem se tornar a minha
Estou perdido
Não consigo encontrar a saída

Perdido na vida
Na vida perdida?
Perdido de paixão

Estou em um hospício
Sob seus cuidados
Me seda o tempo todo
Perdi a noção do real

Louco com você
Louco sem você
Louco por você

domingo, 12 de julho de 1998

Novo Vírus

Início
Está um belo dia lá dentro
Desperdício
Lá fora passa o tempo

Oi, como vai você
Minhas amizades de "confissório"
Oi, como é você
O que me sobra fora do escritório

Inserir
Estou na era pós moderna
Excluir
A TV não será mais minha esfera

Ajuda
Preciso me levantar
Tortura
Não consigo mais andar

Digitar
Nem sei ler, como posso lhe ter
Deletar
Um mau futuro espera por você

Lixeira
Os donos do poder e as bactérias
Trincheiras
Cada vez mais profundas e cercadas de miséria

Erro
Tecnológico e social sem reciprocidade
Desespero
Chegou o novo vírus da sociedade

Sair... como?

sexta-feira, 3 de julho de 1998

Segunda Chance

No momento em que te vi
Algo forte despertou em mim
Tinha tanta coisa para falar
Mas tive medo de errar

Acabei errando
Acabei me enganando
Ao invés de resolver a questão
Preferi a omissão

Espero te ver mais uma vez
Em meio a milhões de pessoas
Espero mais uma chance, talvez
Mas o que não faço, nem Deus perdoa

Acabei errando
Acabei me enganando
Ao invés de resolver a questão
Preferi a omissão

Mas se eu te reencontrar
Eu juro que vou te falar
E se você disser que não
Eu pegarei na sua mão

Eu sei que você me quer
E sabe que não sou um qualquer
E se me disser que não sou eu quem sou...
Atrás de você eu vou.

Acabei errando
Acabei me enganando
Ao invés de resolver a questão
Preferi a omissão

quinta-feira, 25 de junho de 1998

Noites

Ei, você
Estou aqui te olhando
Tranquilo no meu canto
Mas louco para saber

Ei, você
Estamos conversando
Acho que você está gostando
Tenho chance de te ter

Há noites
Que parecem ser para sempre
Mas são apenas noites
Mas haverá aquela noite
Parecerá ser só mais uma noite
Mas que será para sempre

Ei, você
Estou te beijando
Acho que estou te amando
Pois amei te conhecer

Ei, você
Boas lembranças traz teu nome
Me dá seu telefone
Preciso te rever

Há noites
Que parecem ser para sempre
Mas são apenas noites
Mas haverá aquela noite
Parecerá ser só mais uma noite
Mas que será para sempre

Ei, você
Pensei que fosse dessa vez
Foi legal tudo o que a gente fez
Mas não vi o amanhecer...