A vida é uma mistura
Entre encontro e procura
Encontramos o que procuramos
E muitas vezes nos lamentamos
Era para ser algo leve
Mas tornamos complicado
Como alguém que se atreve
A toda hora trocar de lado
Quer um trabalho melhor
Mas não quer se esforçar
Quer um objetivo maior
Mas não sai do lugar
Quer ser equilibrado
Sem abrir mão de vícios
Quer passar a vida a limpo
Deixando resquícios
Quer acertar
Fazendo tudo errado
Quer a paz alcançar
Agindo desvairado
Quer o amor verdadeiro
Em aventuras descartáveis
Quer os melhores grãos do celeiro
Mas não planta em terras aráveis
Não adianta reclamar
Que a vida lhe trai
Se em vez de somar
Subtrai
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O trabalho Reflexões Refletidas de Fabrício Olmo Aride foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada. |
terça-feira, 31 de janeiro de 2017
Amor descartável
Atração de uma noite
A paixão vem como açoite
De manhã, dois desconhecidos
Satisfeitos em suas libidos
Até logo e nunca mais
Uma ode aos prazeres carnais
Outras aventuras virão
Seguir o instinto sem reflexão
Sem sentimentos
Divirta-se seriamente
Curta os momentos
Liberte corpo e mente
Mostre aos amigos que é o tal
Que pega geral
Volte para casa solitário
Sentir é coisa de otário
Afinal, você não precisa de alguém
Pois crê que amar é ser refém
Que ser só é ser liberto
Amar não é algo esperto
O amor pode fazer sofrer
É melhor ficar só com o prazer
Dormir abraçado a si mesmo
Relacionamentos a esmo
Mais um amor descartável a vista
Mais um telefone na sua lista
Mais um sexo mecânico e frio
Mais um orgasmo no vazio
A paixão vem como açoite
De manhã, dois desconhecidos
Satisfeitos em suas libidos
Até logo e nunca mais
Uma ode aos prazeres carnais
Outras aventuras virão
Seguir o instinto sem reflexão
Sem sentimentos
Divirta-se seriamente
Curta os momentos
Liberte corpo e mente
Mostre aos amigos que é o tal
Que pega geral
Volte para casa solitário
Sentir é coisa de otário
Afinal, você não precisa de alguém
Pois crê que amar é ser refém
Que ser só é ser liberto
Amar não é algo esperto
O amor pode fazer sofrer
É melhor ficar só com o prazer
Dormir abraçado a si mesmo
Relacionamentos a esmo
Mais um amor descartável a vista
Mais um telefone na sua lista
Mais um sexo mecânico e frio
Mais um orgasmo no vazio
Expectativas
Não crie expectativas
Você pode se decepcionar
Procure alternativas
Para a mente desviar
Expectativas geram ansiedade
São uma espécie de castidade
De algo que pode não acontecer
Com o risco do sofrer
Medite
Reze
Acredite
Mas menospreze
Um novo emprego
Desapego
Um novo amor
Espinho ou flor
Uma nova vida
Ou outra saída
Uma nova experiência
Tenha paciência
Expectativas são loteria
Do que terá ou do que teria
Expectativas são encanto
Ah, mas eu quero tanto!!!
Você pode se decepcionar
Procure alternativas
Para a mente desviar
Expectativas geram ansiedade
São uma espécie de castidade
De algo que pode não acontecer
Com o risco do sofrer
Medite
Reze
Acredite
Mas menospreze
Um novo emprego
Desapego
Um novo amor
Espinho ou flor
Uma nova vida
Ou outra saída
Uma nova experiência
Tenha paciência
Expectativas são loteria
Do que terá ou do que teria
Expectativas são encanto
Ah, mas eu quero tanto!!!
terça-feira, 30 de agosto de 2016
Das vezes
Das vezes que errei querendo acertar
Que senti raiva querendo amar
Das vezes que não aguentei e desisti
Que querendo chorar, sorri
Das vezes que busquei a felicidade
Por caminhos tortuosos e torturantes
Das vezes que lembrei de outra idade
E vi que as coisas não são mais como antes
Das vezes que mesmo arrependido insisti
Que entorpecido não me reconheci
Das vezes que vi que era melhor parar
Para conseguir voltar a caminhar
Das vezes que me levantei ou fiquei deitado
Que rejeitei ou fui rejeitado
Das vezes que fiz o que não desejei
Que, por ilusão ou comodismo, aceitei
Das vezes que tentei agarrar mas voou
Que por dentro gritei e não ecoou
Das vezes que ganhei ou perdi
Que me apaixonei e nunca mais vi
Das vezes de alegria nas festas e encontros
E saudades nas perdas e desencontros
Das vezes que querendo seguir caso a caso
Acabei no acaso
"Um brinde ao acaso. Um brinde ao que deu certo, ao que não deu em nada. Um brinde ao caminho incerto, à pessoa errada. Um brinde a tudo que acontece, um brinde ao que nunca vai acontecer. Tudo que mudou, e a tudo que nunca vai mudar." - Rodrigo Taveres
Que senti raiva querendo amar
Das vezes que não aguentei e desisti
Que querendo chorar, sorri
Das vezes que busquei a felicidade
Por caminhos tortuosos e torturantes
Das vezes que lembrei de outra idade
E vi que as coisas não são mais como antes
Das vezes que mesmo arrependido insisti
Que entorpecido não me reconheci
Das vezes que vi que era melhor parar
Para conseguir voltar a caminhar
Das vezes que me levantei ou fiquei deitado
Que rejeitei ou fui rejeitado
Das vezes que fiz o que não desejei
Que, por ilusão ou comodismo, aceitei
Das vezes que tentei agarrar mas voou
Que por dentro gritei e não ecoou
Das vezes que ganhei ou perdi
Que me apaixonei e nunca mais vi
Das vezes de alegria nas festas e encontros
E saudades nas perdas e desencontros
Das vezes que querendo seguir caso a caso
Acabei no acaso
"Um brinde ao acaso. Um brinde ao que deu certo, ao que não deu em nada. Um brinde ao caminho incerto, à pessoa errada. Um brinde a tudo que acontece, um brinde ao que nunca vai acontecer. Tudo que mudou, e a tudo que nunca vai mudar." - Rodrigo Taveres
quinta-feira, 14 de janeiro de 2016
Não fique triste, criança
Não fique triste, criança
Foi melhor assim
Às vezes o adulto se cansa
E você presencia o fim
Tão pura
Convivendo com desavenças
Às vezes um mal não se cura
E generaliza doenças
Você só estava junto
Ouvindo de perto ou escondida
Vendo cair o seu mundo
E ficou com a maior ferida
Tão pequena, só queria ajudar
Dando amor a quem vivia a brigar
Descobriu cedo a fraqueza humana
Que tanta tristeza emana
Viu que a vida é um circo armado
Mas não é um mundo encantado
Pode até ser um lindo mar
Mas que pode inundar um lar
Não fique triste, criança
A brincadeira tem que seguir
Uma cadeira foi tirada da dança
E alguém teve que sair
Foi melhor assim
Às vezes o adulto se cansa
E você presencia o fim
Tão pura
Convivendo com desavenças
Às vezes um mal não se cura
E generaliza doenças
Você só estava junto
Ouvindo de perto ou escondida
Vendo cair o seu mundo
E ficou com a maior ferida
Tão pequena, só queria ajudar
Dando amor a quem vivia a brigar
Descobriu cedo a fraqueza humana
Que tanta tristeza emana
Viu que a vida é um circo armado
Mas não é um mundo encantado
Pode até ser um lindo mar
Mas que pode inundar um lar
Não fique triste, criança
A brincadeira tem que seguir
Uma cadeira foi tirada da dança
E alguém teve que sair
quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
Voceu II
Aquele momento
Que tudo foi embora
Não tem mais lamento
Aconteceu em boa hora
Dá tempo para prosseguir
E voltar a sorrir
A vida é uma só
Chega de nó
Ficou uma solidão imensa
E uma vontade intensa
De seguir em frente
Pois já estava evidente
Não daria para continuar
No mesmo lugar
Sofrendo pelas mesmas razões
Sufocando-se nas mesmas questões
Se o não superou o sim e o talvez
É hora de ceder a vez
Libertar para ser libertado
Não tem mais certo, nem errado
Não tem mais recado, mentira, meia verdade
Só sobrou a realidade
De que é necessário se recompor
Saber lidar com a dor
Porque os anos passam
As pessoas passam
Embora saiba que quase nada é seu
Voceu tem que cuidar de voceu
Voceu é tudo o que tem
Pense no seu bem
Pare de ser prisioneiro
Isso é amor próprio e verdadeiro
Que tudo foi embora
Não tem mais lamento
Aconteceu em boa hora
Dá tempo para prosseguir
E voltar a sorrir
A vida é uma só
Chega de nó
Ficou uma solidão imensa
E uma vontade intensa
De seguir em frente
Pois já estava evidente
Não daria para continuar
No mesmo lugar
Sofrendo pelas mesmas razões
Sufocando-se nas mesmas questões
Se o não superou o sim e o talvez
É hora de ceder a vez
Libertar para ser libertado
Não tem mais certo, nem errado
Não tem mais recado, mentira, meia verdade
Só sobrou a realidade
De que é necessário se recompor
Saber lidar com a dor
Porque os anos passam
As pessoas passam
Embora saiba que quase nada é seu
Voceu tem que cuidar de voceu
Voceu é tudo o que tem
Pense no seu bem
Pare de ser prisioneiro
Isso é amor próprio e verdadeiro
terça-feira, 29 de dezembro de 2015
O coração
Um coração
Muito engraçado
Não tinha afeto
Enclausurado
Ninguém podia
Entrar nele não
Ele gostava
Da solidão
Ninguém podia
Matar-lhe a sede
Protegido
Por uma parede
Ninguém podia
Lhe distrair
Porque ele nunca
Esteve ali
Mas era feito
Com muito esmero
Congelado
Abaixo de zero
Muito engraçado
Não tinha afeto
Enclausurado
Ninguém podia
Entrar nele não
Ele gostava
Da solidão
Ninguém podia
Matar-lhe a sede
Protegido
Por uma parede
Ninguém podia
Lhe distrair
Porque ele nunca
Esteve ali
Mas era feito
Com muito esmero
Congelado
Abaixo de zero
segunda-feira, 28 de dezembro de 2015
Ciclo vicioso
Ciclo vicioso
Para forçar sentimentos que não tem
Acalma o nervoso
O torna zen
Ciclo vicioso
Para afastar o sofrimento
No começo, zelozo
No fim, lamento
Ciclo vicioso
Para ponderar o ansioso
No começo, anestesiado
No fim, condenado
Fugindo da realidade
Abafando a infelicidade
O fim se aproxima lentamente
Mas o ciclo seda a mente
E quando a validade acaba
Tudo desaba
O que aquecia, agora gela
O que era liberdade, agora é cela
Aí tudo vira confusão
A realidade derruba a ilusão
A razão derruba a emoção
E eis a resposta da questão
O ciclo vicioso segura uma onda
Mas vem outra gigante em seguida
Que, quando bate, estronda
Hora de acordar para a nova vida
Para forçar sentimentos que não tem
Acalma o nervoso
O torna zen
Ciclo vicioso
Para afastar o sofrimento
No começo, zelozo
No fim, lamento
Ciclo vicioso
Para ponderar o ansioso
No começo, anestesiado
No fim, condenado
Fugindo da realidade
Abafando a infelicidade
O fim se aproxima lentamente
Mas o ciclo seda a mente
E quando a validade acaba
Tudo desaba
O que aquecia, agora gela
O que era liberdade, agora é cela
Aí tudo vira confusão
A realidade derruba a ilusão
A razão derruba a emoção
E eis a resposta da questão
O ciclo vicioso segura uma onda
Mas vem outra gigante em seguida
Que, quando bate, estronda
Hora de acordar para a nova vida
domingo, 27 de dezembro de 2015
É Hora III
Na vida pacata ao longo dos anos
Muito desgaste debaixo dos panos
Eclode uma anunciada revolta
E tudo morre em volta
E tudo morre por dentro
Agora no canto, antes o centro
E eis a perplexidade
No lugar da tristeza, conformidade
Momento de escolher
Pondo tudo a perder
Mas nada compra a serenidade
Fim de uma era de ansiedade
É hora do não querer
De sentir o poder
Desta missão abortar
Já que cansou de brigar
Para quem ficou, não foi esperado
Achou que, divinamente, tudo seria superado
Mas a bola de neve ficou insustentável
E o que era sólido, quebrantável
Para quem olha de fora, só achismo
Em nome do falso moralismo
Não aprendeu que não deve falar
Se não está no lugar
É hora de parar de aceitar
Mesmo que o mundo venha a julgar
Impaciente, insensível, egoísta
É hora de percorrer uma nova pista
Que todos tenham paz
Desta vez, não dá mais
Com o tempo tudo se ajeita
De mudanças a vida é feita
Muito desgaste debaixo dos panos
Eclode uma anunciada revolta
E tudo morre em volta
E tudo morre por dentro
Agora no canto, antes o centro
E eis a perplexidade
No lugar da tristeza, conformidade
Momento de escolher
Pondo tudo a perder
Mas nada compra a serenidade
Fim de uma era de ansiedade
É hora do não querer
De sentir o poder
Desta missão abortar
Já que cansou de brigar
Para quem ficou, não foi esperado
Achou que, divinamente, tudo seria superado
Mas a bola de neve ficou insustentável
E o que era sólido, quebrantável
Para quem olha de fora, só achismo
Em nome do falso moralismo
Não aprendeu que não deve falar
Se não está no lugar
É hora de parar de aceitar
Mesmo que o mundo venha a julgar
Impaciente, insensível, egoísta
É hora de percorrer uma nova pista
Que todos tenham paz
Desta vez, não dá mais
Com o tempo tudo se ajeita
De mudanças a vida é feita
sábado, 26 de dezembro de 2015
Sinto muito
Por não ter aguentado
Ter me esquivado
Pela rejeição
Pela solidão
Pelas discussões
Questões
Exageros
E outros erros
Por me forçar
E me sufocar
Pelo declívio
E pelo alívio
Muita felicidade e paz
Tudo de bom
Se você quer, você faz
Você tem esse dom
Sinto muito
Pelo fim da estrada
Sinto muito
Por não sentir mais nada
Ter me esquivado
Pela rejeição
Pela solidão
Pelas discussões
Questões
Exageros
E outros erros
Por me forçar
E me sufocar
Pelo declívio
E pelo alívio
Muita felicidade e paz
Tudo de bom
Se você quer, você faz
Você tem esse dom
Sinto muito
Pelo fim da estrada
Sinto muito
Por não sentir mais nada
sábado, 22 de agosto de 2015
Jaula
Experimento social
Na jaula do caos total
Como hienas gargalham
Com a dignidade encalham
Em estado de letargia
Muita reclamação e muita apatia
Detestam a própria situação
Mas bajulam os que lhes causam indignação
Ficam por ali
Anestesiados a sorrir
Com a barriga empurram
De mesmice se empanturram
Quem está certo?
Quem está errado?
Quem se arrisca para ser liberto?
Ou quem está seguro encarcerado?
Na jaula do caos total
Como hienas gargalham
Com a dignidade encalham
Em estado de letargia
Muita reclamação e muita apatia
Detestam a própria situação
Mas bajulam os que lhes causam indignação
Ficam por ali
Anestesiados a sorrir
Com a barriga empurram
De mesmice se empanturram
Quem está certo?
Quem está errado?
Quem se arrisca para ser liberto?
Ou quem está seguro encarcerado?
quinta-feira, 30 de julho de 2015
Som do solo
Ouve o som desse solo
A natureza não para de se mover
Ouve o som desse solo
A guitarra não para de enlouquecer
Solo tremendo
Solo ensurdecendo
Descarregando os sentimentos
Afogando os lamentos
É preciso partir para a vida depois
Estando sozinho, nunca a dois
Para encarar as questões primordiais
E se degladiar com os tais
Para o futuro da própria vida
Em becos que parecem sem saída
Mas de repente tudo melhora
Em boa hora
Tempo curto para curtir o agora
Depois da calmaria o ciclo recomeça
O solo estressa
De fazer a mente girar
Vertigem do ciclo a reciclar
Ouve o som desse solo
A natureza não para de se mover
Ouve o som desse solo
A guitarra não para de enlouquecer
A natureza não para de se mover
Ouve o som desse solo
A guitarra não para de enlouquecer
Solo tremendo
Solo ensurdecendo
Descarregando os sentimentos
Afogando os lamentos
É preciso partir para a vida depois
Estando sozinho, nunca a dois
Para encarar as questões primordiais
E se degladiar com os tais
Para o futuro da própria vida
Em becos que parecem sem saída
Mas de repente tudo melhora
Em boa hora
Tempo curto para curtir o agora
Depois da calmaria o ciclo recomeça
O solo estressa
De fazer a mente girar
Vertigem do ciclo a reciclar
Ouve o som desse solo
A natureza não para de se mover
Ouve o som desse solo
A guitarra não para de enlouquecer
Bela imagem
Lidar com complexidades
Esbarrar em coisas básicas
Aprender e desaprender pelas idades
Vertigens e mágicas
Responsabilidade e preocupação
Livramento e diversão
Luta contra o medo
Desistiu de entender o enredo
Olhando para si
Desconsiderando o se
Nas contramãos
Justo é o que cabe nas mãos
Lei da sobrevivência
Não existe coerência
Só mente e coração
O sim e o não
É pesada a caminhada
Entre a cruz e a espada
Mas no caminho há paisagem
Olha só que bela imagem
Esbarrar em coisas básicas
Aprender e desaprender pelas idades
Vertigens e mágicas
Responsabilidade e preocupação
Livramento e diversão
Luta contra o medo
Desistiu de entender o enredo
Olhando para si
Desconsiderando o se
Nas contramãos
Justo é o que cabe nas mãos
Lei da sobrevivência
Não existe coerência
Só mente e coração
O sim e o não
É pesada a caminhada
Entre a cruz e a espada
Mas no caminho há paisagem
Olha só que bela imagem
quarta-feira, 29 de julho de 2015
O lado
Tudo parece tão urgente
Até você olhar para o lado
Emaranhado de gente
Emaranhado de emaranhado
Correria do dia a dia
Desistir é covardia
É necessário continuar
Correr para um resultado devagar
Perdendo-se no excesso de informação
Numa era em que o excesso não é exceção
Vida dura
Busca de aprendizado e cura
É o mundo em que vivemos
Lembremos que somos tudo o que temos
Falta afeto e compreensão
O estresse é o vencedor da eleição
Não são ilusões que farão mudar
Os problemas que estão no mesmo lugar
Reflita sobre tudo o que lhe frustra
Para que possa olhar para si de forma justa
Até você olhar para o lado
Emaranhado de gente
Emaranhado de emaranhado
Correria do dia a dia
Desistir é covardia
É necessário continuar
Correr para um resultado devagar
Perdendo-se no excesso de informação
Numa era em que o excesso não é exceção
Vida dura
Busca de aprendizado e cura
É o mundo em que vivemos
Lembremos que somos tudo o que temos
Falta afeto e compreensão
O estresse é o vencedor da eleição
Não são ilusões que farão mudar
Os problemas que estão no mesmo lugar
Reflita sobre tudo o que lhe frustra
Para que possa olhar para si de forma justa
domingo, 5 de julho de 2015
Robô
Momentos em que você está sozinho
Os que deviam lhe apoiar
Fugiram para outro caminho
E só voltarão para lhe cobrar
Jogaram tudo sobre seus ombros
Se não aguentar a carga
Ficará entre os escombros
Da loucura que se alarga
Sente a pressão no peito
Sente a causa e o efeito
Sabe que não é o culpado
Mas acaba frustrado
Você não precisa passar por isso
Nem aceitar tudo omisso
Omisso das próprias sensações
Refém de todas as tensões
Você já sabe lutar
Ponha-se a brigar
Ninguém pode lhe tratar como um robô
Retome a paz de quem lhe roubou
Os que deviam lhe apoiar
Fugiram para outro caminho
E só voltarão para lhe cobrar
Jogaram tudo sobre seus ombros
Se não aguentar a carga
Ficará entre os escombros
Da loucura que se alarga
Sente a pressão no peito
Sente a causa e o efeito
Sabe que não é o culpado
Mas acaba frustrado
Você não precisa passar por isso
Nem aceitar tudo omisso
Omisso das próprias sensações
Refém de todas as tensões
Você já sabe lutar
Ponha-se a brigar
Ninguém pode lhe tratar como um robô
Retome a paz de quem lhe roubou
domingo, 8 de fevereiro de 2015
Porvir
Não desvalorizo as escolhas que fiz
Elas me fizeram dono do meu nariz
Tenho alegrias e arrependimentos
Bons e maus momentos
Sempre abrindo as caixas de pandora
Guardando a esperança do agora
Como Ícaro, já subi
Como Ícaro, já caí
Como Fênix, várias vezes renasci
Até hoje sobrevivi
Sempre um novo desafio me é jogado
Já fui o centro, já fiquei de lado
Senti medo, muito medo
Mas encarar é o meu enredo
Posso perder, mas não deixo de lutar
Uso a água para beber, não me afogar
Meu foco pode mudar
Mas não posso desistir
Procuro o meu lugar
Então que venha o porvir
Elas me fizeram dono do meu nariz
Tenho alegrias e arrependimentos
Bons e maus momentos
Sempre abrindo as caixas de pandora
Guardando a esperança do agora
Como Ícaro, já subi
Como Ícaro, já caí
Como Fênix, várias vezes renasci
Até hoje sobrevivi
Sempre um novo desafio me é jogado
Já fui o centro, já fiquei de lado
Senti medo, muito medo
Mas encarar é o meu enredo
Posso perder, mas não deixo de lutar
Uso a água para beber, não me afogar
Meu foco pode mudar
Mas não posso desistir
Procuro o meu lugar
Então que venha o porvir
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
Preste atenção
Preste atenção
Preste atenção
Você não precisa ter razão
Mas precisa ter noção
Fique de boa
Mas não fique à toa
Você não precisa ser o "the best"
Mas não se deixe ser o "the rest"
Seja bom, mas tenha cuidado
O seguro morreu de velho, diz o ditado
Não seja compulsivo, convulsivo, impulsivo
Crie seu espaço exclusivo
Aprenda com sua dor
Que seja como for...
...O que tiver que ser
Aprenda a aprender
Continue a acreditar
Mergulhe nas profundezas do mar
Busque o sentido de tudo isso
Evite ser omisso
Fique em paz com todo mundo
Fique em paz consigo
E quando parecer que vai cair o mundo
Mentalize: "Eu consigo"
Seja bom curioso e esforçado
Tenha disciplina, esteja descansado
Escute bastante, mas deixe seu recado
E que bons ventos soprem para o seu lado
Preste atenção
Você não precisa ter razão
Mas precisa ter noção
Fique de boa
Mas não fique à toa
Você não precisa ser o "the best"
Mas não se deixe ser o "the rest"
Seja bom, mas tenha cuidado
O seguro morreu de velho, diz o ditado
Não seja compulsivo, convulsivo, impulsivo
Crie seu espaço exclusivo
Aprenda com sua dor
Que seja como for...
...O que tiver que ser
Aprenda a aprender
Continue a acreditar
Mergulhe nas profundezas do mar
Busque o sentido de tudo isso
Evite ser omisso
Fique em paz com todo mundo
Fique em paz consigo
E quando parecer que vai cair o mundo
Mentalize: "Eu consigo"
Seja bom curioso e esforçado
Tenha disciplina, esteja descansado
Escute bastante, mas deixe seu recado
E que bons ventos soprem para o seu lado
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
Tô de volta
Tô de volta, amigos
Agradeço por ficarem ao me lado
Não serão esquecidos
Pelo auxílio no fardo
O que é o merecimento
Enquanto erguem-se tijolos e cimento?
Não tenho a resposta
A mão, o meio, a direção oposta
O que esperam de mim?
É a dúvida que enfim
Espero sanar
Espero ter encontrado meu lugar
Estou cansado do que já vi
Preciso de um lugar legal
Para continuar a evoluir
O equilíbrio entre o físico e o mental
Tô de volta, amigos
Após um difícil momento
Passaram-se sentimentos ambíguos
Medo do esquecimento
Na completa mudez
Na luta contra mim
Buscando a nitidez
Em probabilidades sem fim
E continua a vida
Uma nova lida
Reencontro-me com a rotina
Que, desta vez, seja feliz a sina
Agradeço por ficarem ao me lado
Não serão esquecidos
Pelo auxílio no fardo
O que é o merecimento
Enquanto erguem-se tijolos e cimento?
Não tenho a resposta
A mão, o meio, a direção oposta
O que esperam de mim?
É a dúvida que enfim
Espero sanar
Espero ter encontrado meu lugar
Estou cansado do que já vi
Preciso de um lugar legal
Para continuar a evoluir
O equilíbrio entre o físico e o mental
Tô de volta, amigos
Após um difícil momento
Passaram-se sentimentos ambíguos
Medo do esquecimento
Na completa mudez
Na luta contra mim
Buscando a nitidez
Em probabilidades sem fim
E continua a vida
Uma nova lida
Reencontro-me com a rotina
Que, desta vez, seja feliz a sina
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
Voceu
Aquele momento
Que passa o tempo
Mas a vida parou
Um caminhão por cima passou
As contradições tomam conta
Perde-se na conta
Parece que chegou o final
Sente-se sucumbido pelo mal
Sem direção
Uma parede se ergue
Com dificuldade de ação
Algo enfraquece e persegue
E voceu se fixa em problemas externos
Quando, na real, são internos
Não deseje a ajuda de ninguém
Há vezes que só voceu pode trazer seu bem
Todo mundo tem problemas
Dilemas
Voceu não precisa de autopiedade
Se for verdadeira, siga sua verdade
Seu sucesso é sua luta
Seu fracasso é sua culpa
Voceu sabe o que fazer
Acredite em voceu
Com amor, vontade e dedicação
Só voceu cria sua situação
Força, homem!
Fantasmas não lhe consomem
Não tenha medo
Não tem segredo
Continue seguindo
E sorrindo
Que passa o tempo
Mas a vida parou
Um caminhão por cima passou
As contradições tomam conta
Perde-se na conta
Parece que chegou o final
Sente-se sucumbido pelo mal
Sem direção
Uma parede se ergue
Com dificuldade de ação
Algo enfraquece e persegue
E voceu se fixa em problemas externos
Quando, na real, são internos
Não deseje a ajuda de ninguém
Há vezes que só voceu pode trazer seu bem
Todo mundo tem problemas
Dilemas
Voceu não precisa de autopiedade
Se for verdadeira, siga sua verdade
Seu sucesso é sua luta
Seu fracasso é sua culpa
Voceu sabe o que fazer
Acredite em voceu
Com amor, vontade e dedicação
Só voceu cria sua situação
Força, homem!
Fantasmas não lhe consomem
Não tenha medo
Não tem segredo
Continue seguindo
E sorrindo
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
Mais um dia
Observando em volta
Mais um dia calmo
Carros no vai e volta
Na igreja é rezado um salmo
As brisas noturnas começam a bater
Barulho da cidade longe, das folhas perto
As árvores não param de se mexer
Presente voando, futuro incerto
É o relógio da vida que não descansa
O corpo se move, a mente dança
É uma grande paz ver as estrelas e a lua
Luzes de morros e prédios, solidão crua
Elucubrando o que virá a acontecer
Enquanto a vida continua a correr
Reparando no que antes não reparava
Dando um tempo da mentalidade escrava
Na vizinhança, um cão extravasa
Mandam-lhe calar a boca
Mais um dia que vaza
Marcando toca
Mais um dia calmo
Carros no vai e volta
Na igreja é rezado um salmo
As brisas noturnas começam a bater
Barulho da cidade longe, das folhas perto
As árvores não param de se mexer
Presente voando, futuro incerto
É o relógio da vida que não descansa
O corpo se move, a mente dança
É uma grande paz ver as estrelas e a lua
Luzes de morros e prédios, solidão crua
Elucubrando o que virá a acontecer
Enquanto a vida continua a correr
Reparando no que antes não reparava
Dando um tempo da mentalidade escrava
Na vizinhança, um cão extravasa
Mandam-lhe calar a boca
Mais um dia que vaza
Marcando toca
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