Já era tarde
Pensava em algo para escrever
Mas a chuva forte e constante me hipnotizou
Dormi
Comecei a sonhar com as pessoas que convivo
Vi a vida como um teatro
Vi que a lança que fisga nossos corações
Possui um veneno muitas vezes cruel
Resolvi me isolar
Passei a me idolatrar
E após muito tempo de casado
Enjoei do amor que sentia por mim
Entrei em conflito
E no momento em que ia me separar de mim à força
A sol apareceu para me salvar
Acordei assustado
Sua luz ofuscava meu rosto
Fiquei acordado de olhos fechados
E é assim que sempre devemos estar
Pessoas precisam de pessoas
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O trabalho Reflexões Refletidas de Fabrício Olmo Aride foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada. |
domingo, 1 de março de 1998
sexta-feira, 20 de fevereiro de 1998
Débeis
Luzes fluorescentes
Cores resplandecentes
Movimento frenético
Não analítico e sintético
Durante a jornada
A vertigem do nada
Realidade enlouquecida
Renasce a moda falecida
Cultura do novo
O que vem deste ovo?
Mais e mais nunca é demais
Nos acostumamos a sermos virtuais
Onde foi parar o nexo?
O que era simples ficou complexo
Conceitos mudam a toda hora
O que era fato virou flato agora
Muito além do necessário
O fútil se tornou arbitrário
Ideologias estéreis
Atitudes débeis
Cores resplandecentes
Movimento frenético
Não analítico e sintético
Durante a jornada
A vertigem do nada
Realidade enlouquecida
Renasce a moda falecida
Cultura do novo
O que vem deste ovo?
Mais e mais nunca é demais
Nos acostumamos a sermos virtuais
Onde foi parar o nexo?
O que era simples ficou complexo
Conceitos mudam a toda hora
O que era fato virou flato agora
Muito além do necessário
O fútil se tornou arbitrário
Ideologias estéreis
Atitudes débeis
sexta-feira, 6 de fevereiro de 1998
Vazio
Corridas intempestivas
Contra fábulas nativas
Vezes distante, vezes perto
Desequilibrando no incerto
Na saída do labirinto
Não há absolutamente nada
O que existia está extinto
Não há mais porta de entrada
Eis uma grande iluminação
Que aumenta ou cega a visão
E chove a brasa incandescente
Queimando no inconsequente
Olha-se para dentro
Sente-se por fora
E o que parece no centro
Foge universo afora
O que se esperava?
Onde estava?
Lá vem a água do rio
Desaguando no vazio
Contra fábulas nativas
Vezes distante, vezes perto
Desequilibrando no incerto
Na saída do labirinto
Não há absolutamente nada
O que existia está extinto
Não há mais porta de entrada
Eis uma grande iluminação
Que aumenta ou cega a visão
E chove a brasa incandescente
Queimando no inconsequente
Olha-se para dentro
Sente-se por fora
E o que parece no centro
Foge universo afora
O que se esperava?
Onde estava?
Lá vem a água do rio
Desaguando no vazio
quarta-feira, 18 de dezembro de 1996
Hã?
Ao nascer do pôr do sol
Numa tarde anoitecida
Eu cheguei à conclusão
De que o tudo não é nada
Porque você não é mais você
Estou querendo ver para crer
Porque o por que já não tem pois
E o antes já não tem depois
Ao morrer da escuridão
Numa noite amanhecida
Eu cheguei à conclusão
Que nada é tudo que eu tenho
Se não tenho, não retenho
Não sei se vou ou se venho
Me sentindo assim perdido
O que contém, o que está contido?
Numa tarde anoitecida
Eu cheguei à conclusão
De que o tudo não é nada
Porque você não é mais você
Estou querendo ver para crer
Porque o por que já não tem pois
E o antes já não tem depois
Ao morrer da escuridão
Numa noite amanhecida
Eu cheguei à conclusão
Que nada é tudo que eu tenho
Se não tenho, não retenho
Não sei se vou ou se venho
Me sentindo assim perdido
O que contém, o que está contido?
sexta-feira, 12 de abril de 1996
Maligna Ação
Guerra insana
O que você quer
Detonar
O que na frente vier
E esse sangue
Escorre por quê
É nosso degredo
Queremos viver
Guerra insana
Tente explicar
Por que nos persegue
E quer nos mutilar
É por terra
Por religião
Ou será por dinheiro
Não existe a razão
Destruição, degredação
Destruição, degradação
Destruição em expansão
Destruição, maligna ação
O que você quer
Detonar
O que na frente vier
E esse sangue
Escorre por quê
É nosso degredo
Queremos viver
Guerra insana
Tente explicar
Por que nos persegue
E quer nos mutilar
É por terra
Por religião
Ou será por dinheiro
Não existe a razão
Destruição, degredação
Destruição, degradação
Destruição em expansão
Destruição, maligna ação
quarta-feira, 17 de janeiro de 1996
Sai Dessa
Sai dessa vida meu velho,
ajoelhar acaba deitado.
Se pisar em mais gente
acabará sendo pisado.
Conseqüências de uma vida,
a tua vai ser massacrada.
Não ponha a cara pra bater,
pois você vai levar porrada.
Abra os olhos meu irmão,
tua vida vai chegar.
Sinta o gosto em sua boca
desse sangue amargo.
Abra os olhos meu irmão,
tudo vai acontecer.
Quero ver se vai ter sorte,
eu vou pagar pra ver.
Sai dessa vida, meu velho,
pra você não ser condenado.
Pois quem nada na lama
acaba sempre afundado.
Você diz que não sabe
como é ser humilhado.
Mas humilha as pessoas
pra sentir-se consagrado.
Abra os olhos meu irmão,
tua vida vai chegar.
Sinta o gosto em sua boca
desse sangue amargo.
Abra os olhos meu irmão,
tudo vai acontecer.
Quero ver se vai ter sorte,
eu vou pagar pra ver.
ajoelhar acaba deitado.
Se pisar em mais gente
acabará sendo pisado.
Conseqüências de uma vida,
a tua vai ser massacrada.
Não ponha a cara pra bater,
pois você vai levar porrada.
Abra os olhos meu irmão,
tua vida vai chegar.
Sinta o gosto em sua boca
desse sangue amargo.
Abra os olhos meu irmão,
tudo vai acontecer.
Quero ver se vai ter sorte,
eu vou pagar pra ver.
Sai dessa vida, meu velho,
pra você não ser condenado.
Pois quem nada na lama
acaba sempre afundado.
Você diz que não sabe
como é ser humilhado.
Mas humilha as pessoas
pra sentir-se consagrado.
Abra os olhos meu irmão,
tua vida vai chegar.
Sinta o gosto em sua boca
desse sangue amargo.
Abra os olhos meu irmão,
tudo vai acontecer.
Quero ver se vai ter sorte,
eu vou pagar pra ver.
terça-feira, 6 de junho de 1995
Abra os olhos, Gesliney
Letra de música de 1995. Música composta por Giuliano Bissacot, Jan Waldeck e eu. Teve um antecessor, amigo do Giuliano Bissacot, que participou dessa música. Acho que o nome dele era Dilmário.
Se você está pra baixo
E anda sempre sem tesão
Preste atenção, ô meu amigo
Que eu estou com a razão
Levante os olhos
Abra e boca e diga (oh yeah)
Que essa idade eu só tenho
Uma vez na vida
Se te olham e sempre falam
Que você é um escroto
Não responda e em seguida
Abra a boca e de um arroto
Levante os olhos
Abra e boca e diga (oh yeah)
Que essa idade eu só tenho
Uma vez na vida
Se você chora quando gritam
E acabam com você
Não fique assim seu idiota
Que eu já vou te esclarecer
Levante os olhos
Abra e boca e diga (oh yeah)
Que essa idade eu só tenho
Uma vez na vida
Se você só toma fora
E essa é a tua sina
Não fique encanado
Chute a bunda dessa mina
Levante os olhos
Abra e boca e diga (oh yeah)
Que essa idade eu só tenho
Uma vez na vida
Se tua mãe te enche o saco
E te embaça para sair
Suas notas estão uma merda
Você periga repetir
Levante os olhos
Abra e boca e diga (oh yeah)
Que essa idade eu só tenho
Uma vez na vida
Você foi nocauteado
Sua mina te largou
Não se sinta derrotado
Foi um round que acabou
Levante os olhos
Abra e boca e diga (oh yeah)
Que essa idade eu só tenho
Uma vez na vida
Você diz pra todo mundo
Que não gosta de viver
E se esquece que o mundo
Está aí pra te conhecer
Levante os olhos
Abra e boca e diga (oh yeah)
Que essa idade eu só tenho
Uma vez na vida
É a melhor fase da vida
Essa tal de juventude
Você não se enquadrou ainda?
Tome logo uma atitude
Levante os olhos
Abra e boca e diga (oh yeah)
Que essa idade eu só tenho
Uma vez na vida
Se você está pra baixo
E anda sempre sem tesão
Preste atenção, ô meu amigo
Que eu estou com a razão
Levante os olhos
Abra e boca e diga (oh yeah)
Que essa idade eu só tenho
Uma vez na vida
Se te olham e sempre falam
Que você é um escroto
Não responda e em seguida
Abra a boca e de um arroto
Levante os olhos
Abra e boca e diga (oh yeah)
Que essa idade eu só tenho
Uma vez na vida
Se você chora quando gritam
E acabam com você
Não fique assim seu idiota
Que eu já vou te esclarecer
Levante os olhos
Abra e boca e diga (oh yeah)
Que essa idade eu só tenho
Uma vez na vida
Se você só toma fora
E essa é a tua sina
Não fique encanado
Chute a bunda dessa mina
Levante os olhos
Abra e boca e diga (oh yeah)
Que essa idade eu só tenho
Uma vez na vida
Se tua mãe te enche o saco
E te embaça para sair
Suas notas estão uma merda
Você periga repetir
Levante os olhos
Abra e boca e diga (oh yeah)
Que essa idade eu só tenho
Uma vez na vida
Você foi nocauteado
Sua mina te largou
Não se sinta derrotado
Foi um round que acabou
Levante os olhos
Abra e boca e diga (oh yeah)
Que essa idade eu só tenho
Uma vez na vida
Você diz pra todo mundo
Que não gosta de viver
E se esquece que o mundo
Está aí pra te conhecer
Levante os olhos
Abra e boca e diga (oh yeah)
Que essa idade eu só tenho
Uma vez na vida
É a melhor fase da vida
Essa tal de juventude
Você não se enquadrou ainda?
Tome logo uma atitude
Levante os olhos
Abra e boca e diga (oh yeah)
Que essa idade eu só tenho
Uma vez na vida
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