Janelas da alma
Ressentimento, trauma
Bloqueio de amor
Pânico, dor
Sem noção do que fazer
De ira se entorpecer
Rejeição a algo ou alguém
Deixar ir, mas vem
Palpitações em um coração
Sem disturbios fisiológicos
Abrir mão é tentação
Devaneios ilógicos
Fé vazia
Sentimento de anarquia
Vontade de apagar tudo
Deixar o coração surdo e mudo
Versos que desabafam
Contra janelas que nos abafam
É necessário seguir
Mesmo sem saber onde ir
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O trabalho Reflexões Refletidas de Fabrício Olmo Aride foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada. |
quarta-feira, 31 de julho de 2013
sexta-feira, 26 de julho de 2013
Sonho
Sonho dormindo
Voando ou caindo
Confuso
Um tanto difuso
Sonho desperto
Longe ou perto
O caminho existe
Insiste ou desiste
Sonho que vira pesadelo
Muitos nós no novelo
Sofrimento para desfazer
Sofrimento para se refazer
Sonho com auxílio
Ou no completo exílio
Busca de realização
Em cada decisão
Sonho e capacidade
Sonho e compulsão
Sonho e realidade
Sonho ou ilusão?
Voando ou caindo
Confuso
Um tanto difuso
Sonho desperto
Longe ou perto
O caminho existe
Insiste ou desiste
Sonho que vira pesadelo
Muitos nós no novelo
Sofrimento para desfazer
Sofrimento para se refazer
Sonho com auxílio
Ou no completo exílio
Busca de realização
Em cada decisão
Sonho e capacidade
Sonho e compulsão
Sonho e realidade
Sonho ou ilusão?
quinta-feira, 11 de julho de 2013
Ditadura
Ditadura do consumo
E com tanto insumo
Distribuição desigual
Bem inibido pelo mal
Ditadura das palavras
Pronunciadas com travas
Com objetivos escusos
Manipulando os exclusos
Ditadura da morte
Pouca saúde
Muito esporte
Ilude
Ditadura da ignorância
Educação sem relevância
Múltiplos desrespeitos
Eleitos
Ditadura da malandragem
Dinheiro e maquiagem
Desvio fatal
Ditadura global
E com tanto insumo
Distribuição desigual
Bem inibido pelo mal
Ditadura das palavras
Pronunciadas com travas
Com objetivos escusos
Manipulando os exclusos
Ditadura da morte
Pouca saúde
Muito esporte
Ilude
Ditadura da ignorância
Educação sem relevância
Múltiplos desrespeitos
Eleitos
Ditadura da malandragem
Dinheiro e maquiagem
Desvio fatal
Ditadura global
sábado, 27 de abril de 2013
Ponto
Ponto perto
Ponto certo
Ponto errado
Desapontado
Ponto G
Ponto a desfazer
Ponto de cruz
Ponto de luz
Desponto
Ponto de fusão
Até que ponto
Ponto de interrogação
Ponto de ebulição
Ponto de exclamação
Pontos interligados
Pontos desconectados
Após apontar, afinal
Todos os pontos
Então são três pontos
Ou ponto final
Ponto certo
Ponto errado
Desapontado
Ponto G
Ponto a desfazer
Ponto de cruz
Ponto de luz
Desponto
Ponto de fusão
Até que ponto
Ponto de interrogação
Ponto de ebulição
Ponto de exclamação
Pontos interligados
Pontos desconectados
Após apontar, afinal
Todos os pontos
Então são três pontos
Ou ponto final
terça-feira, 16 de abril de 2013
O Homem Bom
O homem bom não tem preguiça
Não atiça
Não fala o que não deve
Não fuma, nem bebe
O homem bom não enraivece
Obedece
Tem paciência
Mede cada consequência
O homem bom é pontual
Sacerdotal
Muito positivo
Nada cansativo
O homem bom é diligente
Inteligente
Um perfeito amante
Nada desinteressado, nada desinteressante
O homem bom é doutrinado
Equilibrado
Sempre oferece auxílio
E seu lar como exílio
O homem bom é companheiro
Doa-se por inteiro
Não passa por dilemas
Não lhe preocupam os problemas
O homem bom é esportista
Ativista
Socialista
Com o conforto capitalista
Homem bom
Homem-dom
Quem o espera, que se oriente
Ou procure nos céus o Clark Kent
Não atiça
Não fala o que não deve
Não fuma, nem bebe
O homem bom não enraivece
Obedece
Tem paciência
Mede cada consequência
O homem bom é pontual
Sacerdotal
Muito positivo
Nada cansativo
O homem bom é diligente
Inteligente
Um perfeito amante
Nada desinteressado, nada desinteressante
O homem bom é doutrinado
Equilibrado
Sempre oferece auxílio
E seu lar como exílio
O homem bom é companheiro
Doa-se por inteiro
Não passa por dilemas
Não lhe preocupam os problemas
O homem bom é esportista
Ativista
Socialista
Com o conforto capitalista
Homem bom
Homem-dom
Quem o espera, que se oriente
Ou procure nos céus o Clark Kent
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Eixo
Posso ter certas crenças
E depois perdê-las
Posso ter desavenças
E depois esquecê-las
Posso ficar doente
E depois me recuperar
Posso ser inteligente
E depois errar
Posso ficar irado
E depois calmo
Posso cometer um pecado
E depois ler um salmo
Posso ficar silencioso
E depois falar
Posso me tornar rigoroso
E depois flexibilizar
Posso ser coerente
E depois me sabotar
Posso ser reticente
E depois acreditar
Posso ter ideais de esquerda
E mesclá-los com os de direita
Posso chorar uma perda
Um dia a vida endireita
Posso mudar minhas opiniões
A cada dia, novas lições
E uma lição de meu pai eu não deixo
Devo sempre encontrar o meu eixo
E depois perdê-las
Posso ter desavenças
E depois esquecê-las
Posso ficar doente
E depois me recuperar
Posso ser inteligente
E depois errar
Posso ficar irado
E depois calmo
Posso cometer um pecado
E depois ler um salmo
Posso ficar silencioso
E depois falar
Posso me tornar rigoroso
E depois flexibilizar
Posso ser coerente
E depois me sabotar
Posso ser reticente
E depois acreditar
Posso ter ideais de esquerda
E mesclá-los com os de direita
Posso chorar uma perda
Um dia a vida endireita
Posso mudar minhas opiniões
A cada dia, novas lições
E uma lição de meu pai eu não deixo
Devo sempre encontrar o meu eixo
sexta-feira, 22 de março de 2013
Não é porque
Não e porque sou cismado
Não é porque fico enfadado
Não é porque falo pouco
Não é porque sou louco
Não é porque reclamo
Não é porque não chamo
Não é porque me isolo
Não é porque me descolo
Não é porque não peço
Não é porque não meço
Não é porque não quero
Não é porque não espero
Não é porque sou chato
Não é porque sou inexato
Não é porque não desligo
Não é porque não ligo
Não é porque faço
Não é porque desfaço
Não é porque ofendo
Não é porque não rendo
Não é porque o quê?
Insustentável rudeza do ser
Resolva isso logo
E vá procurar um psicólogo
Não é porque fico enfadado
Não é porque falo pouco
Não é porque sou louco
Não é porque reclamo
Não é porque não chamo
Não é porque me isolo
Não é porque me descolo
Não é porque não peço
Não é porque não meço
Não é porque não quero
Não é porque não espero
Não é porque sou chato
Não é porque sou inexato
Não é porque não desligo
Não é porque não ligo
Não é porque faço
Não é porque desfaço
Não é porque ofendo
Não é porque não rendo
Não é porque o quê?
Insustentável rudeza do ser
Resolva isso logo
E vá procurar um psicólogo
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