Licença Creative Commons O trabalho Reflexões Refletidas de Fabrício Olmo Aride foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Porvir

Não desvalorizo as escolhas que fiz
Elas me fizeram dono do meu nariz
Tenho alegrias e arrependimentos
Bons e maus momentos

Sempre abrindo as caixas de pandora
Guardando a esperança do agora
Como Ícaro, já subi
Como Ícaro, já caí

Como Fênix, várias vezes renasci
Até hoje sobrevivi
Sempre um novo desafio me é jogado
Já fui o centro, já fiquei de lado

Senti medo, muito medo
Mas encarar é o meu enredo
Posso perder, mas não deixo de lutar
Uso a água para beber, não me afogar

Meu foco pode mudar
Mas não posso desistir
Procuro o meu lugar
Então que venha o porvir

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Preste atenção

Preste atenção
Preste atenção
Você não precisa ter razão
Mas precisa ter noção

Fique de boa
Mas não fique à toa
Você não precisa ser o "the best"
Mas não se deixe ser o "the rest"

Seja bom, mas tenha cuidado
O seguro morreu de velho, diz o ditado
Não seja compulsivo, convulsivo, impulsivo
Crie seu espaço exclusivo

Aprenda com sua dor
Que seja como for...
...O que tiver que ser
Aprenda a aprender

Continue a acreditar
Mergulhe nas profundezas do mar
Busque o sentido de tudo isso
Evite ser omisso

Fique em paz com todo mundo
Fique em paz consigo
E quando parecer que vai cair o mundo
Mentalize: "Eu consigo"

Seja bom curioso e esforçado
Tenha disciplina, esteja descansado
Escute bastante, mas deixe seu recado
E que bons ventos soprem para o seu lado

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Tô de volta

Tô de volta, amigos
Agradeço por ficarem ao me lado
Não serão esquecidos
Pelo auxílio no fardo

O que é o merecimento
Enquanto erguem-se tijolos e cimento?
Não tenho a resposta
A mão, o meio, a direção oposta

O que esperam de mim?
É a dúvida que enfim
Espero sanar
Espero ter encontrado meu lugar

Estou cansado do que já vi
Preciso de um lugar legal
Para continuar a evoluir
O equilíbrio entre o físico e o mental

Tô de volta, amigos
Após um difícil momento
Passaram-se sentimentos ambíguos
Medo do esquecimento

Na completa mudez
Na luta contra mim
Buscando a nitidez
Em probabilidades sem fim

E continua a vida
Uma nova lida
Reencontro-me com a rotina
Que, desta vez, seja feliz a sina

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Voceu

Aquele momento
Que passa o tempo
Mas a vida parou
Um caminhão por cima passou

As contradições tomam conta
Perde-se na conta
Parece que chegou o final
Sente-se sucumbido pelo mal

Sem direção
Uma parede se ergue
Com dificuldade de ação
Algo enfraquece e persegue

E voceu se fixa em problemas externos
Quando, na real, são internos
Não deseje a ajuda de ninguém
Há vezes que só voceu pode trazer seu bem

Todo mundo tem problemas
Dilemas
Voceu não precisa de autopiedade
Se for verdadeira, siga sua verdade

Seu sucesso é sua luta
Seu fracasso é sua culpa
Voceu sabe o que fazer
Acredite em voceu

Com amor, vontade e dedicação
Só voceu cria sua situação
Força, homem!
Fantasmas não lhe consomem

Não tenha medo
Não tem segredo
Continue seguindo
E sorrindo

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Mais um dia

Observando em volta
Mais um dia calmo
Carros no vai e volta
Na igreja é rezado um salmo

As brisas noturnas começam a bater
Barulho da cidade longe, das folhas perto
As árvores não param de se mexer
Presente voando, futuro incerto

É o relógio da vida que não descansa
O corpo se move, a mente dança
É uma grande paz ver as estrelas e a lua
Luzes de morros e prédios, solidão crua

Elucubrando o que virá a acontecer
Enquanto a vida continua a correr
Reparando no que antes não reparava
Dando um tempo da mentalidade escrava

Na vizinhança, um cão extravasa
Mandam-lhe calar a boca
Mais um dia que vaza
Marcando toca

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Que bom seria

Que bom seria
Conviver com pessoas que gostamos
Estar sempre com pessoas que amamos
Cuja distância nunca separaria

A vida corre freneticamente
Sem tempo para que se oriente
Solidão conectada em rede
Não mata a fome, não mata a sede

Tudo exposto
Muita informação
A verdade muda de rosto
Em estado de calefação

Hoje já nem lembro de ontem
Talvez tenha sido anteontem
Dados embaralhando
Da mente desconectando

sábado, 3 de janeiro de 2015

É Brasil

É Brasil, futebol, samba
Terra do bambo, terra do bamba
Cachaça, cerveja, paixão nacional
País sem igual

Mentalidade promíscua e corrupta
Que torna vã qualquer luta
Sempre há um pretexto para a alma vender
O Redentor abre os braços para se render

Sensualidade e beleza natural
Diversidade cultural
Posição geográfica e riquezas invejáveis
Educação, saúde, saneamento, moradia deploráveis

Multiplicidade de raças
Tristeza se não ergue a taça
Dificuldade para sobreviver
Sonho que não deixa morrer

Amor e ódio
Religião e ópio
E quando o orgulho de ser brasileiro ameaça acabar
É só ouvir o hino, para em choro convulsivo desabar