Licença Creative Commons O trabalho Reflexões Refletidas de Fabrício Olmo Aride foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Duto

O caminho é natural
Se esta é a opção escolhida
Não existe nenhum mal
Em não querer uma vitória perdida

Só porque ditam o que é bom
Não é preciso estar no mesmo tom
As virtudes são subjetivas
E entrelaçam coisas vivas

Ousemos pensar fora da caixa
A verdade pode ser diferente
Pois um conceito pronto e urgente
Muitas vezes não se encaixa

Quanta soberba caiu por terra
Por crer em algo imposto
E acabamos pagando o imposto
Da prepotência ingênua que erra

Dentro de uma tirania velada
Existe um duto
Que torna a essência libertada
O amor é o salvo-conduto

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Escadas

Escuridão ao redor
Falas misturadas
Discutindo o pormenor
Procurando as escadas

Vapores de palavras soltas
Frases pela metade
Partículas de conhecimento envoltas
Em algo de pouca idade

Um silêncio em tensão
As escadas em penumbra
A procura pela extensão
Para chegar ao que vislumbra

Começa-se novamente a falar
E as escadas escalar
As paredes tateáveis
As penumbras inesgotáveis

Falas ficam musicadas
Penumbras clareiam
Estas são algumas das escadas
Que todo dia nos rodeiam

Cansados no topo
Nos reúne um Deus filantropo
Que abre o portão
E provê o sol da gratidão

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Oito horas

Ora
Hora
Prazo
Raso

Tento
Atento
Ar
Polar

Penso
Tenso

Café

Falho
Detalho
Desperto
Acerto

Falo
Calo
Desenvolvo
Envolvo

Rio
Chio
Crio
Brio

Respiro
Aspiro
Quero
Espero

Lego
Entrego
Pronto
Em ponto

Vagão

Corre vagão
Me afugenta um pouco da missão
Corre com meus pensamentos
Adiante e sem lamentos

Sozinho é impossível
E nunca impassível
Vidas em seu ir e vir
Boas são as que querem repartir

Algo ou alguém
Há sempre muito mais além
E o vagão em seus trajetos
Deixa vidas e seus projetos

Unidas, porém separadas
Vidas seguem suas caminhadas
E planejando no improviso
A esperança num sorriso

Sensação que abriga
Negação à briga
Agora desço em minha parada
Com a ideia descansada

terça-feira, 15 de novembro de 2011

O Giro

Nada para de girar
Por mais que não consiga notar
O bem gira em torno do mal
O mal gira em torno do bem

A reciclagem gira a embalagem
A cabeça gira na viagem
O planeta gira em torno da gente
E ficamos tontos de repente

Ao tentar saber
O que não se deve
Ao ter que dever
O que não se sabe

E tudo continua girando
De ponta cabeça estamos andando
Com dose de equilíbrio limitada
Com a gravidade desafiada

E quando chega o tornado
O que temos nos tornado
É uma boa reflexão
Para o pé ficar firme no chão

E foi

E foi quando a ilusão
Encontrou a contramão
Dobrou a esquina à frente
E esvaziou a nossa mente

Que algo diferente surgiu
Em meio ao vazio em vão
O que era misturado se distinguiu
E o que sobrou foi decisão

De que nada está acabado
O ferido está curado
E o que prevalece
É o combate que não arrefece

Tudo o que é dito
Move o que está em volta
Nenhum ser vivo é mito
E a alma busca escolta

A busca de ser
A luta contra o vício maior
A mente que não para de reter
E quer absorver o melhor

O Mistério

Quantas vezes me pergunto
Em minha solidão
O que deve ficar junto
O que largar de mão

Das coisas que acontecem
Nada temos o comando
Quantas vidas que merecem
Quantos fatores se somando

Contra todo o perecimento
Sobra o agradecimento
Não sabemos a sequência
E tentamos prever a consequência

E a revolta que sentimos
Procuramos esmagar
No caminho que conduzimos
Procurando o bem estar

O dia passa
As notícias são as mesmas
E na mente, o que perpassa
Está esboçado nestas resmas

O fluxo alternado
A fonte cristalina
A chegada de um tornado
A atitude que desatina

O caminho da paz
É deixar para trás
O caminho solúvel
E tudo que for volúvel

Um mistério não se diz
A brisa que lhe toca
Suavemente lhe retoca
E me faz bem, você feliz