A vida começa a tecer
Um novo bordado
Algo novo a acontecer
Nunca vivenciado
Trazer ideias à luz
Costura em ponto cruz
Bordado tomando forma
Em algo belo se torna
Às vezes um desvio
Escapa algum fio
E ajeitando a agulha
A si mesmo orgulha
Está pronto o desenho
É recompensado o empenho
Agora outro tecido a bordar
A criação deve prosperar
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O trabalho Reflexões Refletidas de Fabrício Olmo Aride foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada. |
sexta-feira, 7 de maio de 2010
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Palavra
Mais uma corrida diária
Mais um dia de conquista de área
A mesma história de outrora
Com os ponteiros pressionando a hora
As doutrinas passageiras
As regras modificadas
Olhamos o topo das ladeiras
Lutando contra as pernas atadas
Na velocidade dos acontecimentos
E ideais sem acabamentos
Os valores são deturpados
E todos somos culpados
A palavra não quer ser emudecida
A força não quer ser enfraquecida
Mas a palavra é a força que só existe
Na esperança que resiste
Mais um dia de conquista de área
A mesma história de outrora
Com os ponteiros pressionando a hora
As doutrinas passageiras
As regras modificadas
Olhamos o topo das ladeiras
Lutando contra as pernas atadas
Na velocidade dos acontecimentos
E ideais sem acabamentos
Os valores são deturpados
E todos somos culpados
A palavra não quer ser emudecida
A força não quer ser enfraquecida
Mas a palavra é a força que só existe
Na esperança que resiste
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Conexões Distintas
Conexões distintas
De situações iguais
Que aquelas tintas
Não cobrem mais
Tudo está visível
Em alto relevo
Um tanto risível
Sorte de trevo
Um olhar para a vida
Há volta após a ida?
E se houver desvio?
O que vale o desafio?
Uma posição
Uma imposição
Uma opressão
Uma inquisição
Períodos passam
Mundo muda
Fala muda
Homens caçam
Olham a mira
Disparam a arma
A arma da fala
Da fala que cala
E a atitude
Na amplitude
Move as peças
Rés inconfessas
De situações iguais
Que aquelas tintas
Não cobrem mais
Tudo está visível
Em alto relevo
Um tanto risível
Sorte de trevo
Um olhar para a vida
Há volta após a ida?
E se houver desvio?
O que vale o desafio?
Uma posição
Uma imposição
Uma opressão
Uma inquisição
Períodos passam
Mundo muda
Fala muda
Homens caçam
Olham a mira
Disparam a arma
A arma da fala
Da fala que cala
E a atitude
Na amplitude
Move as peças
Rés inconfessas
sábado, 12 de setembro de 2009
28
Maledicência
Prepotência
Consciência
Frequência
Temor
Ambição
Tremor
Questão
Ninho
Caminho
Ação
Subordinação
Critério
Estéril
Lucidez
Embriaguez
Relação
Pressão
Clausura
Fissura
Orquestra
Palestra
Bandeira
Asneira
Ofício
Solstício
Suplício
Hospício
Prepotência
Consciência
Frequência
Temor
Ambição
Tremor
Questão
Ninho
Caminho
Ação
Subordinação
Critério
Estéril
Lucidez
Embriaguez
Relação
Pressão
Clausura
Fissura
Orquestra
Palestra
Bandeira
Asneira
Ofício
Solstício
Suplício
Hospício
Frequência
Como um todo
Nada
Ou tudo
Ou mais ou menos
Como sempre
Nunca
Ou sempre
Ou às vezes
Frequentemente
Com que frequência
Acelerada
Desacelerada
O caminho
Reto
Curvilíneo
Incerto
Latitude
Longitude
Distância
Ânsia
Ser
Estar
Ter
Amar
Nada
Ou tudo
Ou mais ou menos
Como sempre
Nunca
Ou sempre
Ou às vezes
Frequentemente
Com que frequência
Acelerada
Desacelerada
O caminho
Reto
Curvilíneo
Incerto
Latitude
Longitude
Distância
Ânsia
Ser
Estar
Ter
Amar
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Chato
Toda a conversa quer dominar
Se o papo é reto, quer desviar
Distribui elogios e simpatia
Mas ouve os outros com apatia
Quer receber todos os holofotes
Só quer falar dos próprios dotes
Tudo conhece, tudo sabe
É tanto discurso que em si não cabe
Possui conhecimentos que despertam curiosidade
Mas gosta de falar, não de conversar
Não responde a perguntas com facilidade
Não dá abertura para dialogar
Vende a própria imagem ininterruptamente
E se torna inconveniente
Acaba cansando o espectador
Que não consegue interagir com o interlocutor
Tenho por ti todo respeito
Estou somente elucidando um fato
E os bons modos não me dão o direito
De dizer que você é chato
Se o papo é reto, quer desviar
Distribui elogios e simpatia
Mas ouve os outros com apatia
Quer receber todos os holofotes
Só quer falar dos próprios dotes
Tudo conhece, tudo sabe
É tanto discurso que em si não cabe
Possui conhecimentos que despertam curiosidade
Mas gosta de falar, não de conversar
Não responde a perguntas com facilidade
Não dá abertura para dialogar
Vende a própria imagem ininterruptamente
E se torna inconveniente
Acaba cansando o espectador
Que não consegue interagir com o interlocutor
Tenho por ti todo respeito
Estou somente elucidando um fato
E os bons modos não me dão o direito
De dizer que você é chato
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Mentecapta
Mente que cria
Mente fria
Mente que ilude
Mente rude
Mente que leva
Mente de Eva
Mente que pensa
Mente tensa
Mente que erra
Mente que encerra
Mente que escraviza
Mente cinza
Mente que torce
Mente que distorce
Mente que engana
Mente de gana
Mente de guerra
Mente que enterra
Mente que desajusta
Mente injusta
A mente capta
Mentecapta
A mente capta
Mentecapta
Mente fria
Mente que ilude
Mente rude
Mente que leva
Mente de Eva
Mente que pensa
Mente tensa
Mente que erra
Mente que encerra
Mente que escraviza
Mente cinza
Mente que torce
Mente que distorce
Mente que engana
Mente de gana
Mente de guerra
Mente que enterra
Mente que desajusta
Mente injusta
A mente capta
Mentecapta
A mente capta
Mentecapta
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