Licença Creative Commons O trabalho Reflexões Refletidas de Fabrício Olmo Aride foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2006

Ou não

Hora de partir
Já que não está bom aqui
Tentar o que se crê
Pois só assim se pode ser

E agora tanto faz
Prove a si que é capaz
Possa o que você quiser
Não se esqueça quem é

Girou, está girando
Caí, levantei... estou andando
Estou sempre a sonhar
Assim estou como quero estar

Viver, aprender
Analisar, compreender
Ainda sinto o ontem
Até que o hoje e o amanhã se encontrem

Já passou, tudo mudou
Você foi, ela chegou
Nova vida, nova morte
Novo azar, nova sorte

Peguei muito a contramão
Forcei um sim do que era não
Me choquei contra a ilusão
Mas encontrei uma direção... ou não

terça-feira, 4 de outubro de 2005

Semente

Olhando pelas janelas
Janelas do ser
As nuvens do viver
Não são mais aquelas

Já faz muitos anos
Que a culpa pela falta
Foge sem causar danos
E a boa vontade exalta

Querer sempre aprimorar
Pelo amor que se tem
E a tranquilidade, o maior bem
Jamais penhorar

Estamos aqui para tentar
Estamos aqui para sonhar
Plantando sementes a cada dia
Tornando a vida uma poesia

quarta-feira, 4 de maio de 2005

Busca

Tranquilo
O monstro não é bem aquilo
Em paz
Mostra como é capaz

São
Sabe digerir um não
Focado
O problema é solucionado

Bondoso
O existir é honroso
Empático
Convence o enfático

Atento
Não se torna lento
Responsável
Torna-se notável

Companheiro
Constrói um celeiro
Criativo
Torna o que faz atrativo

Sincero
Sabendo falar, não tem lero-lero
Amigo
Vê além do próprio umbigo

Engraçado
A vida não se torna um fardo
Motivado
Não se sente escravizado

Escutando
Saberá o que falar
Estudando
Oportunidades não irão faltar

Bom humor
Enche a vida de cor
Poeta
Busca a resposta correta

quarta-feira, 26 de junho de 2002

Lembro-me

Lembro-me
De quando me alertava
E eu não escutava

Lembro-me
De quando me dizia
E eu não entendia

Lembro-me
De quando me amava
E eu me calava

Lembro-me
De quando sorria
E eu nada sentia

As lembranças ficaram
Os destinos mudaram
Lembro-me sem querer lembrar
Memórias pulsantes como as ondas do mar

terça-feira, 5 de fevereiro de 2002

Nós

Abençoado seja o seu nome
E que "nós" seja sempre o nosso pronome
Em cada vida que virá

Quem caminhemos sempre com fé
Que a água limpa corra sobre os nossos pés
Para o amor perseverar

quinta-feira, 19 de julho de 2001

Entre 4 paredes

Fomos
Estamos
Somos
Questionamos

Entre 4 paredes

Sonhamos
Refletimos
Nos amamos
Dormimos

Entre 4 paredes

Estudamos
Trabalhamos
Nos escondemos
Envelhecemos

Entre 4 paredes

Assistimos à TV
Negócios são fechados
Querem nos ver
Seremos enterrados

Entre 4 paredes

Conversamos com quem não conhecemos
Discutimos com quem convivemos
Desatamos os nós
Nos sentimos sós

Entre 4 paredes

quinta-feira, 12 de julho de 2001

Jogo da Vida

Tantas vezes pensei
Que a solução era fugir
Tantas vezes pensei
Que não iria conseguir

Mas fiquei
Saí do mundo de ilusão
Hoje eu sei
Não adianta ter só coração

Ninguém violará as leis da minha mente
Pois sou dono de mim
Não me julgue, julgue o quanto você mente
Também farei isso, a vida é assim

A verdade dói quando é falada
Pois o errado é sempre o outro
E sempre vem na hora errada
Pois o ego vale ouro