Vergonha de ser brasileiro
Vergonha dessa hipocrisia
Vela substituída por pandeiro
Digestão substituída por azia
Constrangido por ter o que comer
Por ter o que beber
Por ter algum bem
Por ser classificado como alguém
Culpa por ver o Brasil em volta
Culpa por engolir minha revolta
Enganado pelas belezas feias
Com vocês nos prendendo às suas teias
Cansado de tanto trabalhar
Cansado de nada sobrar
Conteúdo medíocre com bela capa
E, então, quem faz o verdadeiro rapa?
Vocês andam em bandos
Afastados da realidade
E seguem com os seus desmandos
Perseverando a perversidade
Não acreditam nos céus
Não acreditam nos infernos
Tornam trabalhadores seus réus
E falam bonito em seus ternos
E seguimos aqui nos impostos
E seguimos aqui na inflação
E seguimos aqui expostos
À total manipulação
Cansado das batalhas políticas
Onde boas ações são míticas
Transformam em luto nossa luta
Bando de filhos da disputa
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O trabalho Reflexões Refletidas de Fabrício Olmo Aride foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada. |
segunda-feira, 18 de março de 2013
Solução
Na busca da solução
Se buscar na primeira, e não conseguir
Se buscar de novo e a resposta for não
Chega o momento de decisão
É fácil desistir
Para si mesmo mentir
De que não há outro caminho
E deixar brotar o espinho
Espinho que pinica a mente
Que abdica ser inteligente
Se prefere maquiar o problema
O que sobra é dilema
Insistir?
Desistir?
A derrota é o caminho fácil
Indigna de qualquer prefácio
Buscar na terceira
Buscar na quarta
A solução é faceira
Mas a cabeça é farta
Vai, porra!
Resolve essa parada
Aquieta essa gangorra
Suba o degrau da escada!
Os objetivos só são atingidos
Com muita obstinação
Se agirmos como frágeis feridos
Viveremos em vão
Se buscar na primeira, e não conseguir
Se buscar de novo e a resposta for não
Chega o momento de decisão
É fácil desistir
Para si mesmo mentir
De que não há outro caminho
E deixar brotar o espinho
Espinho que pinica a mente
Que abdica ser inteligente
Se prefere maquiar o problema
O que sobra é dilema
Insistir?
Desistir?
A derrota é o caminho fácil
Indigna de qualquer prefácio
Buscar na terceira
Buscar na quarta
A solução é faceira
Mas a cabeça é farta
Vai, porra!
Resolve essa parada
Aquieta essa gangorra
Suba o degrau da escada!
Os objetivos só são atingidos
Com muita obstinação
Se agirmos como frágeis feridos
Viveremos em vão
sexta-feira, 15 de março de 2013
Cada Vez Mais
Nada é dito
Nada é explícito
Aceitação versus mito
Verdadeiro versus ilícito
Na solidão coletiva
Esperando que a união reviva
Só sobra um no final
Até o dia letal
Cada vez mais experientes
Cada vez menos sábios
Conscientes ou inconscientes?
Fragmentos saem dos lábios
Me perdi ou me encontrei?
O que sabia, já não sei
Qual é o caminho correto?
Curvilíneo ou reto?
Deus
Ateus
Tudo junto e misturado
Vice-versa entre certo e errado
Nada é explícito
Aceitação versus mito
Verdadeiro versus ilícito
Na solidão coletiva
Esperando que a união reviva
Só sobra um no final
Até o dia letal
Cada vez mais experientes
Cada vez menos sábios
Conscientes ou inconscientes?
Fragmentos saem dos lábios
Me perdi ou me encontrei?
O que sabia, já não sei
Qual é o caminho correto?
Curvilíneo ou reto?
Deus
Ateus
Tudo junto e misturado
Vice-versa entre certo e errado
Beiradas
Pelas beiradas
Uma risada para amenizar
Tapas com luvas almofadadas
Roda viva em jogos de azar
A reação é perplexa
A realidade é convexa
De onde menos se espera
Vem a pá que enterra
E então
Pensa-se na competição
Momentos desconfortáveis
Palavras instáveis
Palavras miseráveis
Palavras descartáveis
E, no fim, o que sobra
É somente a nossa obra
Vida que passa
Batata que assa
Ação e comportamento
Sorte é momento
Hoje, bem
Amanhã, também?
Qual é o sentido disso tudo?
Abre a guarda ou usa o escudo?
Não tem explicação
Vivemos sob alienação
E o que está por vir
Não nos cabe descobrir
Uma risada para amenizar
Tapas com luvas almofadadas
Roda viva em jogos de azar
A reação é perplexa
A realidade é convexa
De onde menos se espera
Vem a pá que enterra
E então
Pensa-se na competição
Momentos desconfortáveis
Palavras instáveis
Palavras miseráveis
Palavras descartáveis
E, no fim, o que sobra
É somente a nossa obra
Vida que passa
Batata que assa
Ação e comportamento
Sorte é momento
Hoje, bem
Amanhã, também?
Qual é o sentido disso tudo?
Abre a guarda ou usa o escudo?
Não tem explicação
Vivemos sob alienação
E o que está por vir
Não nos cabe descobrir
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Embaraço
Fala o que não deve
Depois teme o que fala
Mas o que diz se escreve
Não se cala
Corre desgovernado
Em ritmo acelerado
Em desespero desenrustido
Um tanto enlouquecido
Fala na lata
Não sabe se desacata
Não consegue se conter
O sentimento não consegue reter
Não sabe o que vai acontecer
Continua a se aborrecer
E sente a culpa no final
Como uma flecha letal
Consequências da reação
Difíceis de lidar
Difícil negociação
Para conseguir mudar
Embaraço
No cadarço
Da indignação
Embaraço
No cadarço
Da indignação
Depois teme o que fala
Mas o que diz se escreve
Não se cala
Corre desgovernado
Em ritmo acelerado
Em desespero desenrustido
Um tanto enlouquecido
Fala na lata
Não sabe se desacata
Não consegue se conter
O sentimento não consegue reter
Não sabe o que vai acontecer
Continua a se aborrecer
E sente a culpa no final
Como uma flecha letal
Consequências da reação
Difíceis de lidar
Difícil negociação
Para conseguir mudar
Embaraço
No cadarço
Da indignação
Embaraço
No cadarço
Da indignação
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Reza Braba
Antes de reclamar de fome
Lembrai-vos dos famintos do mundo
Antes reclamar de vossa casa
Lembrai-vos dos que não tem
Antes de reclamar da injustiça
Lembrai-vos de quando fostes injustos
Antes de reclamar da corrupção
Lembrai-vos das músicas que baixastes
Antes de reclamar de dor
Lembrai-vos de como Jesus sofreu
Antes de reclamar da desonestidade
Lembrai-vos de que ludibriastes no par ou ímpar
Antes de reclamar do preconceito
Lembrai-vos de vossa palhaçofobia
Antes de reclamar do medo do irmão
Lembrai-vos de vossa palhaçofobia
Antes de reclamar que o irmão rói a unha
Lembrai-vos de que cavucais o nariz
Antes de reclamar que o irmão coça os bagos
Lembrai-vos de que coçais a nádega direita
Antes de reclamar
Contai até o sentimento abafar
E morreis de culpa após infartar
Por não vos permitir desabafar
Lembrai-vos dos famintos do mundo
Antes reclamar de vossa casa
Lembrai-vos dos que não tem
Antes de reclamar da injustiça
Lembrai-vos de quando fostes injustos
Antes de reclamar da corrupção
Lembrai-vos das músicas que baixastes
Antes de reclamar de dor
Lembrai-vos de como Jesus sofreu
Antes de reclamar da desonestidade
Lembrai-vos de que ludibriastes no par ou ímpar
Antes de reclamar do preconceito
Lembrai-vos de vossa palhaçofobia
Antes de reclamar do medo do irmão
Lembrai-vos de vossa palhaçofobia
Antes de reclamar que o irmão rói a unha
Lembrai-vos de que cavucais o nariz
Antes de reclamar que o irmão coça os bagos
Lembrai-vos de que coçais a nádega direita
Antes de reclamar
Contai até o sentimento abafar
E morreis de culpa após infartar
Por não vos permitir desabafar
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Cura
Caos mental
Fadiga psicológica
Veneno letal
Que destrói a lógica
Lógica do viver
Onde nem tudo é prazer
É muito fácil se entregar
A alma e o corpo mutilar
Se escutamos
O que pensamos
Não podemos nos distrair
E deixar a angústia nos trair
Estancar o veneno
Para que chegue a cura
Sereno e ameno
Para que tanta amargura?
Acordar para a paz
Reagir para o bem
Pois tudo o que se faz
De sentimento provém
A vida corre
Fora de um quarto fechado
A vida escorre
Um dia o destino é selado
A vida escorre
Um dia o destino é selado
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