Licença Creative Commons O trabalho Reflexões Refletidas de Fabrício Olmo Aride foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Simplicidade

Para que complicar?
Quer se mostrar inteligente?
Algo estranho no ar
Nunca está bom o suficiente

Excessivamente inventivo
Nada produtivo
Dando voltas no universo
Um tanto controverso

Se precisa fazer uma bola
Pega um quadrado
Muda de lado
E cola

Pega um triângulo
Gira em outro ângulo
Cola no quadrado
E o trapézio é acionado

Coloca o trapézio à direita
Amassa tudo, faz uma bola
Está quase pronta a receita
Só falta jogar fora

Se é simples o exercício
Por que torná-lo difícil?
Saudades da simplicidade
Que rima com facilidade

E felicidade

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Descontrole

Feroz discussão
Como um tiro no coração
Tanta animosidade
Sem finalidade

Somente o fim
Parece enterrar
A semente, enfim
Que não irá brotar

Ficará ali, sufocada
Sem conseguir emergir
Pequena e dilacerada
Na prisão do existir

O ódio se torna mágoa
Tanta lágrima deságua
Em um rio calado
Refletindo um ser enfadado

Que queria ter controle
E acabou em descontrole
Pois a falta de mansidão
Só lhe trouxe solidão

Valorizemos quem nos ama
Não matemos nossa alma com ira
Pois a cada ato que inflama
Nos posicionamos na alça da mira

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Renascer

Aquela sensação
De que tudo parou
Inibindo a ação
Quando tudo mudou

Acumulando frustrações
Pelas próprias inanições
Assim segue a caminhar
Parando no mesmo lugar

São exatos os motivos
Que produzem mortos-vivos
Quando o que deve ser feito agora
Acaba deixado para outra hora

E esta hora vai passando
Os erros seguem acumulando
A coragem vai sendo perdida
Abre cada vez mais a ferida

É necessário respirar
É necessário encarar
É necessário se convencer
Para, enfim, renascer

domingo, 18 de novembro de 2012

Estudar

Estudar, perseverar
Necessidade, oportunidade
Provação, privação
Confinamento, refinamento

Ler, escrever
Pensar, meditar
Fazer, refazer
Respirar, focar

Quebra-cabeça
Para que a mente enriqueça
Unir cada peça
Sem que nada impeça

Quebrar barreiras
Progredir
Expandir fronteiras
Usufruir

Se aprendeu
O conhecimento é seu
Investimento que soma
Ninguém lhe toma

O que é mantido
É o conhecimento adquirido
Pessoas mudam de lugar
Onde você quer chegar?

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Genérico

Com tantos padrões
Só aumentam as questões
É acessível?
É compreensível?

Onipresente
Será?
Seria prepotente?
Quem entenderá?

Quais são as razões?
Razões racionais?
Tantas elucubrações
Realidades irreais?

Dizem que resolve tudo
Coerente, contudo?
Estamos cegos e surdos?
Ou vendo e ouvindo absurdos?

Limite entre genial
E Professor Pardal
É quadrado ou esférico?
Vertiginoso genérico

sábado, 10 de novembro de 2012

Lobisomem

Dizer que não sabe
Assumir fraquezas
Dizer que não cabe
Assumir tristezas

Cair em julgamento
Sentir o sofrimento
Depois, julgar com sentença
Invadir sem licença

Juiz ou réu
Mocinhos e bandidos
Invertendo o papel
Valores encardidos

Competição
Individualismo
Distorção
Cinismo

Enxergar o exterior
Enxergar o interior
O que se faz?
Que resultado traz?

Ainda não foi entendido
Em nossa alma lobisomem
Que nesse mundo perdido
Não existe o super-homem

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Para trás

Fique para trás
Hábito errado
Palavra mordaz
Punho cerrado

Fique para trás
O que não serve
O que julga incapaz
Sangue que ferve

Fique para trás
Efêmera moda
Quem nada faz
Tudo o que poda

Fique para trás
A injustiça
O que malefícios traz
A preguiça

Fique para trás
Todo tormento
Hora de pegar as pás
Cobrir tudo com cimento

Fique para trás
Fruto de infelicidade
Apodreça em paz
Em nome da liberdade