Licença Creative Commons O trabalho Reflexões Refletidas de Fabrício Olmo Aride foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Barco

Ouviu
Respondeu
Discutiu
Estremeceu

(Não) Pensou
Se levantou
Não se despediu
Saiu

Enraiveceu
Se escafedeu
Ideia torta
Fechou a porta

Passaram as horas
Pensou nos foras
Arrependimento
Pelo mau momento

(Não) É um marco
Caiu do barco
Foi levado pelo mar
Por não saber nadar

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Espera

Espera
Provoca atitude sincera
Impaciência para chegar a vez
Cada minuto parece um mês

Fila
Para muitos, o humor aniquila
Caminhando a passos de formiga
A ira é a força inimiga

Impaciente paciência
Caminha enquanto espera
A fila sempre será imensa
E a espera, tensa, intensa

Confrontando a ciência
Resistência à desistência
Os segundos seguem além
E tudo parece aquém

Paciência
Ciência
Vez
Talvez

sábado, 7 de abril de 2012

"Amigos"

Festa de "amigos"
Que não conhecemos
Olhando para seus umbigos
E que não compreendemos

O que conversamos
Reunidos neste local?
Em nada nos identificamos
É preciso uma pá de cal

Para encobrir a evidência
De que é só conveniência
É só um contato forçado
Onde nada é celebrado

Não quero ficar mais
Ir embora é minha ânsia
E me faz sentir demais
Saudades da infância

Onde amigos existiam
Sem nenhuma cerimônia
Esperanças persistiam
E não havia esta insônia

Mas

Turbulento
Turbo
Lento

Antigamente
Antiga
Mente

Antipatia
Anti
Patia

Condescendente
Com
Descendente

Autoria
Autor
Ia

Felicidade
Feliz
Cidade

Fidelidade
Fidel
Idade

Parlamentar
Pra
Lamentar

Mas está errado!
Sim, está errado.
Muito errado...

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Queimação

Cuidado com o que vai falar
Cuidado para não se queimar
Pois se não se fizer entender
Antipatia irá trazer

Essa é a sociedade da etiqueta
Que procura esconder a faceta
Para manter as boas relações
Em nome das ocasiões

Sapos são engolidos
E ninguém dá ouvidos
Para palavras diferentes
Eis a era dos reticentes

Pelo lado esquerdo, não caminhe
Pois por ali não está direito
Para que tudo se alinhe
O que é dito tem que ser feito

A individualidade
Sofre com a castidade
Em nome do não ser
Para o medíocre sobreviver

Missão

Nasci com a missão
De fazer a lição
Realizar tarefas à risca
Pois bobo é quem se arrisca

Cresci impelido pelo medo
Pois a verdade deve ser um segredo
Não devemos ser reais
E nos demonstrarmos reles mortais

Reproduzi pensando que era o certo
Mesmo com o bem estar incerto
E acabei vendo o quanto é difícil
Para questionar, não há artifício

Depois de um tempo sem escrever
Depois de um tempo sem compreender
Resolvi deixar de escolher pensamentos
Resolvi descrever momentos

Nasci
Cresci
Reproduzi
E daí?

Espelho

Espelho
Não me deixe vermelho
Pois devedor me sinto
E para mim mesmo minto

Quando lhe encaro
Custa-me caro
Ver o resultado
Do que foi alcançado

Espelho
Não existe mais conselho
Para mudar o rumo
Neste inexplicável resumo

As respostas flutuam
Os atores atuam
E o vazio transborda
Enquanto rompe-se a corda

Rotina chata
Rotina que achata
A mesma repetição
Denominada missão

Mas ainda estou aqui
Depois posso estar ali
E neste ir e vir
Há outros eus para refletir