Licença Creative Commons O trabalho Reflexões Refletidas de Fabrício Olmo Aride foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Mentecapta

Mente que cria
Mente fria
Mente que ilude
Mente rude

Mente que leva
Mente de Eva
Mente que pensa
Mente tensa

Mente que erra
Mente que encerra
Mente que escraviza
Mente cinza

Mente que torce
Mente que distorce
Mente que engana
Mente de gana

Mente de guerra
Mente que enterra
Mente que desajusta
Mente injusta

A mente capta
Mentecapta
A mente capta
Mentecapta

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Um

Sempre o mesmo caminho de ida
Sempre o mesmo caminho de volta
A infância esquecida
O coração que se revolta

É difícil mudar o trajeto
É um vício que adia um projeto
O futuro parece opaco
E, o presente, um monte de caco

Esperando solucionar um caso
De braços dados com o acaso
O recomeço seria um tropeço?
Ou conseguiríamos pagar o preço?

Ter patrão?
Ser padrão?
E o que nos cativa?
E a força criativa?

Seguindo em frente
Ficando de pé
O coração quente
Mantém a fé

O caminho é um
E vamos encontrar
O caminho é um
Navegando neste mar

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Muda

Aquele muro que era branco
Agora está vermelho
E já não demoro tanto
Na frente do espelho

Aquele bar famoso
Já não existe mais
E aquele rosto formoso
Mudou demais

Tudo continua a crescer
Tudo continua a mudar
Muitos continuam a esquecer
Muitos fazem questão de não lembrar

Na busca de sentidos
Não devemos ficar contidos
A sombra da mudança
Não pode tapar a esperança

Se tudo passamos
E se tudo muda
O que plantamos
Para crescer a muda?

Tudo muda
Mas a voz muda
Não cresce a muda

Tudo muda
Mas a voz muda
Não cresce a muda

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2006

Ou não

Hora de partir
Já que não está bom aqui
Tentar o que se crê
Pois só assim se pode ser

E agora tanto faz
Prove a si que é capaz
Possa o que você quiser
Não se esqueça quem é

Girou, está girando
Caí, levantei... estou andando
Estou sempre a sonhar
Assim estou como quero estar

Viver, aprender
Analisar, compreender
Ainda sinto o ontem
Até que o hoje e o amanhã se encontrem

Já passou, tudo mudou
Você foi, ela chegou
Nova vida, nova morte
Novo azar, nova sorte

Peguei muito a contramão
Forcei um sim do que era não
Me choquei contra a ilusão
Mas encontrei uma direção... ou não

terça-feira, 4 de outubro de 2005

Semente

Olhando pelas janelas
Janelas do ser
As nuvens do viver
Não são mais aquelas

Já faz muitos anos
Que a culpa pela falta
Foge sem causar danos
E a boa vontade exalta

Querer sempre aprimorar
Pelo amor que se tem
E a tranquilidade, o maior bem
Jamais penhorar

Estamos aqui para tentar
Estamos aqui para sonhar
Plantando sementes a cada dia
Tornando a vida uma poesia

quarta-feira, 4 de maio de 2005

Busca

Tranquilo
O monstro não é bem aquilo
Em paz
Mostra como é capaz

São
Sabe digerir um não
Focado
O problema é solucionado

Bondoso
O existir é honroso
Empático
Convence o enfático

Atento
Não se torna lento
Responsável
Torna-se notável

Companheiro
Constrói um celeiro
Criativo
Torna o que faz atrativo

Sincero
Sabendo falar, não tem lero-lero
Amigo
Vê além do próprio umbigo

Engraçado
A vida não se torna um fardo
Motivado
Não se sente escravizado

Escutando
Saberá o que falar
Estudando
Oportunidades não irão faltar

Bom humor
Enche a vida de cor
Poeta
Busca a resposta correta

quarta-feira, 26 de junho de 2002

Lembro-me

Lembro-me
De quando me alertava
E eu não escutava

Lembro-me
De quando me dizia
E eu não entendia

Lembro-me
De quando me amava
E eu me calava

Lembro-me
De quando sorria
E eu nada sentia

As lembranças ficaram
Os destinos mudaram
Lembro-me sem querer lembrar
Memórias pulsantes como as ondas do mar